Pastoral culto dia 22 de abril de 2012
Eu quero ver!
Jesus, pelo
menos duas vezes, esteve em Jericó, desta feita, ao entrar na cidade foi
interrompida a sua caminhada pelos gritos de um homem. Tratava-se de Bartimeu,
cujo currículo apresentado pelas Escrituras é breve: Filho de Timeu e mendigo /
cego. Este currículo, não o faria digno da atenção de Jesus, segundo o
pensamento apostólico. Afinal, Jesus, o Filho de Deus, jamais iria agendar, um
instante sequer, com um mendigo. Enganavam-se. Sob o eco dos gritos do mendigo,
Jesus parou. Parou “porque viu confusão”, mas também parou porque não resiste
aos gritos do ser humano. “Tragam-no”, disse Ele.
Ao ser
conduzido à presença de Jesus foi por Ele interpelado: “Que queres que eu te
faça?” “Senhor, eu quero ver”.
A pobreza,
embora seja cruel, não é o maior inimigo do homem, mas os elementos que o
impedem à realização. Eu quero ver. Todos os dias, aquele homem pobre era
colocado à beira da calçada para esmolar. A cada dia um que passava, pedia uma
quantia pequena em dinheiro que, embora pequena, resolvia, relativamente, o seu
problema, mas não era, na verdade, o que ele mais queria. Quando teve a sua
oportunidade de ouro, podia pedir qualquer coisa. Simplesmente pediu: “Senhor,
eu quero ver”!
Aquilo que
conseguimos, ou pedimos, pouco a pouco no dia a dia não traduz, algumas vezes,
o total daquilo que poderíamos conseguir para a nossa realização plena. Na
verdade, aprendemos a contentarmo-nos com o meio fio da vida e esquecemos que
Jesus está passando, não só Jesus, mas também o tempo passa.
Tem tanta
coisa que eu gostaria de ver. Vão muito além das esmolas que a vida me oferece
e tenho certeza que você também tem vontade de ver algumas coisas que, talvez,
tu imagines que nunca acontecerão.
Analises,
só por um instante, o que tu gostarias de ver e que transcende o que tens
alcançado até o dia de hoje.
Eu quero
ver a cura do câncer, a ciência se sobrepor a síndrome de Down, a extirpação da
pobreza, a reforma agrária, a construção de um mundo mais justo, uma igreja que
não se intimida à luz dos desafios que lhe são apresentados e tantos outros
milagres que, certamente, são mais importantes do que a esmolas que consigo à
beira do caminho.
EU QUERO
VER! E VOCÊ, QUER VER O QUÊ?
Pr. Celso Ribeiro Filho
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