Dia 03 de maio – Romanos 11
O
último censo revelou o surpreendente crescimento da igreja evangélica em nosso
país. Entre 2003 e 2009 os evangélicos passaram de 17,9% para 20,2% do total de
brasileiros. Estima-se que na próxima década seremos metade da população.
Não
sofro de numerolatria, tampouco de numerofobia, no entanto, creio que a
questão mais importante para a obra missionária não é aquela que indaga pelos
números – “quantos somos?” , mas aquela que pergunta pela nossa identidade –
“quem somos?”.
Não
é a quantidade, mas a integridade do sal que faz toda a diferença, caso
contrário, “para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos
homens” (Mt 5.13). A comunidade evangélica cresceu, mas os indicadores sociais
continuam sendo desafiadores, o crack tornou-se uma epidemia, o número de
divórcios aumentou, a criminalidade tornou-se cena comum nas grandes e pequenas
cidades, a violência contra a criança e a mulher ocupa espaço em todos os jornais
do país, as florestas e rios agonizam.
Os
sinais de apodrecimento social estão por toda a parte e revelam a ausência
daquilo que, na visão do Senhor, impediria tal processo – o testemunho de sua
igreja. Faz parte da missão do sal preservar a vida e interromper todo o
processo de morte.
Igreja
só é igreja quando voltada para “os de fora”. Precisamos como Jesus nos
aproximar de todo aquele que é socialmente evitado – o dependente químico, a
pessoa com necessidades especiais, as crianças abandonadas – gente por quem o
Senhor morreu.
Não
ter medo de afirmar “eu tenho sede” e estabelecer uma relação de proximidade
com aqueles que solitários vêm buscar a água do poço, testemunhando a esta
gente o amor de um Deus que pode fazer brotar rios de água viva.
A
tarefa de discipular esta nova geração de crentes é urgente, caso contrário,
veremos crescer em nosso país uma grande/pequena igreja, sem raízes, ao mesmo
tempo extensa e rasa.
Jerusalém
ou Gerizim? A resposta de Jesus aponta para a necessidade de adorar ao Senhor
em espírito e verdade. Cristo substituiu o onde adorar, pelo como adorar, a
forma pelo conteúdo.
Diante
dos campos brancos para ceifa, nossa oração precisa ser a mesma de Jesus, o
envio de trabalhadores para a seara, uma igreja disposta a impactar o mundo com
uma vida de santidade. “Vós sois o sal da terra” (Mt5.13)
Roberto
Amorim de Menezes – Pastor da IB Farol – Maceió (AL)
Oremos:
- Que peçamos mais trabalhadores para a seara;
- Que cada crente assuam o dever de evangelizar e discipular cada pessoa na sociedade;
- Pelos empresários e profissionais liberais crentes;
- Pelos políticos e servidores públicos crentes;
- Pelas bases e equipes da Trans Goiás.
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