Dia 21 de maio – Leitura Bíblica: 1 Coríntios 13
A
compaixão está em baixa.
Cresce o número de igrejas, até em nossa denominação, porém
cada vez mais descaracterizadas em sua natureza e missão. Assistimos a mudanças
de enfoque no trato de finanças, a uma impressionante criatividade para
levantamento de fundos e à influência do jeito capitalista de ser e da teologia
da prosperidade.
Pouco
se tem vivido uma identidade verdadeiramente cristã segundo o estilo de Jesus.
A postura dele diante de Bartimeu nos enseja a respirar e transpirar
misericórdia pura, divina, a ouvir e nos importar com os gritos, às vezes
brados, de desolação e revolta, que jamais deixaram de vir dos marginalizados.
Jesus foi capaz de ouvi-los e de se sensibilizar. Ele é nosso paradigma de
percepção, a fonte de inspiração e autoridade em matéria de compaixão pelos
perdidos. Eis o imperativo absoluto de nossa missão e visão: “como o Pai me
enviou, eu vos envio a vós”. E como o Pai enviou? Sobretudo, cheio de graça, de
amor, de verdade e de misericórdia por todos!
No
caso de Bartimeu, os líderes daquele povo mandaram que ele se calasse. Mas não
é o fim. Tolos são os que se enganam ao querer uma igreja tipo “meio feito fim”
e já não se sensibilizam mais com a agonia de tantos “próximos” que perderam de
vista, mas não as mãos para acenar, nem a voz para gritar por socorro!
Mesmo
que ignoremos o grito dos excluídos, Jesus está pronto para ouvi-los, chama-los
para si e curá-los. Aí cairemos do cavalo da vaidade, da apatia e da
insensibilidade, para reconhecermos que Ele é Senhor e Salvador de todos os
angustiados e ainda esperançosos. Eis o espelho do que é evangelho total,
integral: encher-se de compaixão, de misericórdia, encarando com
responsabilidade as demandas que cabem à igreja no processo de restauração
total da dignidade do homem.
A
CRISTOLÂNDIA é exemplo disso, ouvindo o grito da periferia, chamando os cegos e
os curando. Agora, eles mesmos, quais o ex-cego Bartimeu, interrompem a frieza
de muitos históricos membros das igrejas batistas, que, perplexos, são
obrigados a repensar seus incrustados e frios critérios de ver Jesus e sua
obra.
Arrependamo-nos!
Nossa chamada é para conhecer Deus, para viver uma vida de intimidade com Ele,
e incluir quem está no chão da vida, gritando por misericórdia, por amor, por
uma oportunidade, por compaixão.
Eli
Fernandes de Oliveira – 3º vice-presidente da CBB e pastor da IB
Liberdade – São Paulo (SP)
Oremos:
- Que haja em nós o mesmo sentimento de Jesus pelos carentes;
- Que possamos ouvir e agir ante aos gritos dos excluídos;
- Que as igrejas organizem ou ampliem os ministérios comunitários;
- Que contribuamos para as causas sociais com sustento e trabalho voluntário;
- Transformação do Brasil pela pregação do evangelho.
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