Dia 19 de maio – Leitura Bíblica: 1Coríntios 11
A
casa deles é a rua. São sustentados pelos subsídios do governo, algumas
entidades por meio da mendicância à porta das igrejas, nos semáforos e locais
de grande movimento. Muitos deles sobrevivem da catação de materiais
recicláveis, mas mendigar é o mais comum. Há ainda aqueles que vivem de
pequenos delitos. Subsistem sem qualquer condição de saúde e higiene, por isso
muitos estão doentes e todos cheiram muito mal. Jesus olharia com compaixão,
mas a população e o poder público olham para eles com incômodo, desprezo e até
nojo.
Esse
grupo, por não ter residência fixa, também é excluído pelo universo de pesquisa
do IBGE, tornando praticamente impossível apontar com precisão o número da
chamada “população de rua” no Brasil. No entanto, o censo da FIPE estimou que
em 2010 apenas na cidade de São Paulo havia 13.666 pessoas vivendo sob
marquises, viadutos e em albergues – um número 57% maior que há dez anos!
Parece pouco para uma cidade do tamanho de São Paulo com 19 milhões de
habitantes, mas o total de pessoas vivendo em situação de rua na capital supera
o número de habitantes de 328 dos 645 municípios paulistas.
É
certo que no Brasil existem muitos “mendigos profissionais”, mas a maioria é
moradora de rua por causas variadas, alheias à sua vontade. Deveríamos, pois,
nos compadecer e não nos indignar. Mas, a realidade é triste, se na para nós
com certeza para o Senhor.
Segundo
o IBGE, em 2009, 98,6% dos municípios brasileiros declararam dispor de serviços
socioassistenciais. No entanto, apenas 5,2% deles afirmaram ter acolhimento
para moradores de rua, revelando, além da complexidade do tema, principalmente
a falta de prioridade, para não dizer descaso, na destinação de recursos e/ou criação
de projetos.
Que
o povo batista brasileiro não cometa o mesmo pecado. Sejamos todos
sensibilizados com os milhares e milhares de pessoas, entre elas crianças,
adolescentes e idosos, que vivem em situação de triste miséria e grande risco
pelas ruas do Brasil. Que os olhos de nossas igrejas estejam voltados na mesma
direção que os de Jesus. Que a compaixão dele seja também a nossa. Que se diga
de nossas cidades e dos moradores de rua onde existe uma igreja batista o que
se disse da Galiléia dos gentios: “o povo
que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra
da morte raiou uma luz” (Mt 4.16).
Leandro
B. Peixoto – Pastor da IB Central de Campinas (SP)
Oremos:
- Que a proteção de Deus esteja sobre eles, livrando-os dessa situação;
- Que cada igreja esteja atenta às oportunidades de levar-lhes amor, cuidado e condições de resgatá-los dessa condição;
- Que evangelizemos os moradores de rua, sendo-lhes amor de Deus antes de lhes falarmos sobre o amor de Deus;
- Que o Brasil ofereça boas condições de vida para o seu povo;
- Pelas bases e equipes da Trans na Paraíba.

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