18 de mai. de 2012

CONTINUAREMOS OMISSOS?


Nesta semana me senti acusado por Nietsche, um filósofo alemão que escreveu em seu livro (Zaratustra) que Deus estaria realmentemente morto. Passando pela Praça Saens Peña, no bairro Tijuca, aqui no Rio, me deparei com um autêntico movimento, cujo nome é MÃES PELA IGUALDADE, que distribuía alguns folder's em meio a enormes banner's com fotos enormes de mães que relatam em poucas linhas suas experiências com seus filhos homossexuais e a descoberta. No entanto, o que me reportou ao filósofo Nietsche foi quando li no folder que recebi, experiências de algumas mães que perderam seus filhos por motivo bestial; eles foram espancados até agonizarem, o que sucedeu em óbito. Logo pude ouvir, claramente uma pergunta do filósofo: Seu Deus está morto?  Vocês não têm noção o abraço que tive vontade de dar em cada uma daquelas sofridas mulheres; que por um lado, a morte de seus filhos serviu para despertar um movimento interessante e a misericórdia que saiu de mim.
            O Deus, que sempre li na Bíblia, é cheio de misericórdia e amor e não um Deus de acepção. Com tudo isso fora gerado em mim uma questão que achei interessante: Continuaremos omissos quanto a estes atos obsoletos de violência? Quando a resposta é apontar o erro do SER HUMANO, jogo no lixo todo ensinamento de justiça VIVIDO pelo nosso Senhor JESUS! Em que momento Jesus disse: "Apartai-vos dos pecadores julgando-os não sendo dignos de meu Pai!" Qual momento? Chorai com os que choram... Esta passagem eu me recordo! JESUS pede-nos que sejamos justiça e não juízes destas pessoas, sermos o apoio de amor quando a sociedade vira às costas... Quero aguçar em mim e em ti um sentimento de misericórdia quanto a esta questão tão atual e tão órfã de nós que só recebeu desprezo e condenação da, então "igreja de Cristo" que deveria significar Lugar de Acolhimento!
Gostaria de compartilhar um dos breves relatos que li:
"Quando perdemos um filho, nos tornamos eternamente mutiladas; e a nossa imagem é o reflexo da dor e da saudade que serão nossas eternas companheiras. Meu filho foi assassinado porque era gay - sei disso porque os assassinos disseram a polícia: Não suporto homossexuais.
Venho lutando por justiça há uma década e os assassinos continuam andando livremente pelas ruas. No Brasil, a minha história é triste, mas comum."
Dois casos em que a igreja deveria atuar: Os excluídos e os opressores.
E você, qual o papel que Cristo te chama para atuar nesta situação?


Thiago Sampaio de Amorim
Seminarista da PIB-Petrópolis

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