Dia 25 de maio – Leitura Bíblica: 2 Coríntios 1
“Temo somente uma coisa: não ser digno do
meu tormento” (Dostoiewisky)
A
dor é um sintoma vivenciado desde o nascimento. Com o desenvolvimento da
ciência, o homem tem tentado combate-la usando desde receitas domésticas até
tratamentos em hospitais especializados.
Jesus,
ao ilustrar o amor ao próximo, citou a “hospedaria” à qual o samaritano levou o
homem ferido, lugar que poderia ser visto hoje como um hospital.
A
atenção à saúde do homem é classificada em (a) primária, quando há procura na
remoção dos fatores de risco para que a doença não ocorra ou tenha menos chance
de surgir; (b) secundária, que corresponde ao diagnóstico das lesões precursoras
e o tratamento da fase inicial da doença; e (c) terciária, que ocorre na
vigência da doença, do sofrimento, equivalendo ao tratamento, cujas metas são a
redução das complicações e intercorrências e o desfecho favorável ao paciente –
é onde estão inseridos os hospitais, com sua estrutura física e corpo clínico.
No
Brasil, o paciente em tratamento de câncer aguarda em média 70 dias entre
diagnóstico e o início da quimioterapia. No caso da radioterapia, a espera
passa de cem dias.
Nós
brasileiros, convivemos com o estado de abandono dos hospitais e com a falta de
leitos, remédios, aparelhagens e médicos, que não têm salário digno nem piso
salarial definido, tema que se encontra paralisado no Congresso Nacional há
pelo menos três anos.
Antes
de tudo, é preciso conscientização de que Deus nos chama para sermos sal e luz
dentro desse mundo insípido e escuro, onde o descaso, a corrupção e a falta de
amor ao próximo são os valores da nossa sociedade.
Ser
luz e sal é participar: orando diariamente pelos nossos hospitais e pela saúde
do nosso povo; sendo conscientes e coerentes na hora de votar; cobrando ações
efetivas desses mesmos políticos, cujas promessas são esquecidas na prática do
serviço público; participando de comissões e juntas hospitalares, em que a presença
do cidadão comum é estabelecida pela legislação, e dos Conselhos de Saúde,
colegiado de representantes do governo, prestadores de serviço e profissionais
de saúde, órgãos esses que atuam na formulação de estratégias e no controle da
execução da política de saúde.
Ser
de Cristo é sentir a dor do outro, é ter compaixão. É agir em favor do outro. É
ver sempre a imagem de Cristo no outro: “estive
doente, e fostes me ver... quando fizerdes a um destes meus pequeninos irmãos,
a mim o fizestes”.
Dra.
Jussara Mote Novaes – Médica e ministra de Música IB Barão de Taquara –
Rio de Janeiro (RJ)
Oremos:
- Saúde dos brasileiros;
- Hospitais Públicos;
- Rede hospitalar em geral;
- Profissionais da Saúde;
- Capelanias e evangelização em todos os hospitais do Brasil.
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