25 de mai. de 2012

33º Dia – Hospitais – Motivo Constante de Nossa Intercessão


Dia 25 de maio – Leitura Bíblica: 2 Coríntios 1

            “Temo somente uma coisa: não ser digno do meu tormento” (Dostoiewisky)

            A dor é um sintoma vivenciado desde o nascimento. Com o desenvolvimento da ciência, o homem tem tentado combate-la usando desde receitas domésticas até tratamentos em hospitais especializados.
            Jesus, ao ilustrar o amor ao próximo, citou a “hospedaria” à qual o samaritano levou o homem ferido, lugar que poderia ser visto hoje como um hospital.
            A atenção à saúde do homem é classificada em (a) primária, quando há procura na remoção dos fatores de risco para que a doença não ocorra ou tenha menos chance de surgir; (b) secundária, que corresponde ao diagnóstico das lesões precursoras e o tratamento da fase inicial da doença; e (c) terciária, que ocorre na vigência da doença, do sofrimento, equivalendo ao tratamento, cujas metas são a redução das complicações e intercorrências e o desfecho favorável ao paciente – é onde estão inseridos os hospitais, com sua estrutura física e corpo clínico.
            No Brasil, o paciente em tratamento de câncer aguarda em média 70 dias entre diagnóstico e o início da quimioterapia. No caso da radioterapia, a espera passa de cem dias.
            Nós brasileiros, convivemos com o estado de abandono dos hospitais e com a falta de leitos, remédios, aparelhagens e médicos, que não têm salário digno nem piso salarial definido, tema que se encontra paralisado no Congresso Nacional há pelo menos três anos.
            Antes de tudo, é preciso conscientização de que Deus nos chama para sermos sal e luz dentro desse mundo insípido e escuro, onde o descaso, a corrupção e a falta de amor ao próximo são os valores da nossa sociedade.
            Ser luz e sal é participar: orando diariamente pelos nossos hospitais e pela saúde do nosso povo; sendo conscientes e coerentes na hora de votar; cobrando ações efetivas desses mesmos políticos, cujas promessas são esquecidas na prática do serviço público; participando de comissões e juntas hospitalares, em que a presença do cidadão comum é estabelecida pela legislação, e dos Conselhos de Saúde, colegiado de representantes do governo, prestadores de serviço e profissionais de saúde, órgãos esses que atuam na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde.
            Ser de Cristo é sentir a dor do outro, é ter compaixão. É agir em favor do outro. É ver sempre a imagem de Cristo no outro: “estive doente, e fostes me ver... quando fizerdes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.

            Dra. Jussara Mote Novaes – Médica e ministra de Música IB Barão de Taquara – Rio de Janeiro (RJ)

Oremos:
  1. Saúde dos brasileiros; 
  2. Hospitais Públicos; 
  3. Rede hospitalar em geral; 
  4. Profissionais da Saúde; 
  5. Capelanias e evangelização em todos os hospitais do Brasil.

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