Dia 26 de maio – Leitura Bíblica: 2Coríntios 2
Costumam
dizer que a corrupção está no DNA da sociedade brasileira. Não creio que seja
assim. Há muita gente boa, honesta e íntegra, que não se deixa nem busca
corromper. Uma coisa não podemos negar: a mente do brasileiro, em geral, não é
a do colonizador, e sim a do conquistador. Na verdade, nunca fomos colonizados.
Fomos, sim, conquistados, ou seja: os descobridores não vieram se instalar para
fazer desta a sua terra, mas para extrair o que a terra produzia de bom (no
caso, o ouro) e levar para a sua pátria. Nunca adotaram o país como seu. Viam
nele apenas um instrumento par enriquecer seus cofres pessoais.
É
aqui que temos a definição essencial da corrupção e dos negócios ilícitos:
retirar o que é bom para o coletivo a fim de usar para o bem pessoal. Porque o
brasileiro herdou a mente do conquistador acha que sua propriedade é apenas o
que se encontra da porta da rua para dentro. A calçada é pública, portanto, já
não é responsabilidade sua. Isso faz com que alguém jogue casca de banana na
rua, afinal, a rua não é minha, ou em escalas maiores, fraude os cofres
públicos em favor dos seus próprios interesses.
Essa
história não é nada recente. Vem dos tempos da colônia. Ou até antes: em sua
carta, ao chegar aqui com a esquadra de Cabral, o escrivão Pero Vaz de Caminha
solicita ao rei que arranje um posicionamento na corte para um dos seus
apadrinhados.
Eu
seus sermões, o barroco Antônio Vieira costumava denunciar essas situações de
corrupção, muito comuns já no século 17. Uma das coisas que ele costumava
afirmar é que já não adoramos o bezerro de ouro, e sim o ouro do bezerro. Num
dos seus sermões, faz alusão a um grupo de magistrados que condenou um ladrão
de galinhas, declarando: “Então, os
grandes ladrões condenam os ladrões pequenos”.
É
responsabilidade daqueles que conhecem o evangelho denunciar esse estado de
coisas e anunciar os verdadeiros caminhos a serem trilhados, de justiça e
integridade. Lendo os profetas menores, aprendemos como o Senhor repudiava as
ações de corrupção no reino de Israel. Não é diferente hoje em dia. Somos chamados a
agir profeticamente. A mensagem missionária é também uma mensagem contra a
corrupção e o erro, ao mesmo tempo em que anuncia as virtudes daquele que é uma
nova criatura em Cristo.
Carlos
César Peff Novaes – Pastor da IB Barão da Taquara – Rio de Janeiro (RJ)
Oremos:
- Por trilharmos verdadeiros caminhos, de justiça e integridade;
- Pela proclamação de uma mensagem contra a corrupção e o erro;
- Por ações constantes que busquem o bem comum;
- Por ações comprometidas com a Palavra de Deus;
- Pelas bases e equipes da TRANS em Roraima.
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